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Pisos e Revestimentos Industriais: reconhecimento de sua importância

Desde a abertura econômica e as alianças comerciais, a indústria da construção civil brasileira colocou-se de frente com novas tecnologias e processos aplicados, principalmente de origem americana e européia.

A inserção do Brasil dentro de um contexto de economia globalizada trouxe diversas alterações na sociedade, inclusive na tradicional tecnologia de construção civil. Há alguns anos, desde a abertura econômica e alianças comerciais, a indústria da construção civil brasileira colocou-se de frente com novas tecnologias e processos aplicados, principalmente de origem americana e européia.

Os chamados pisos de elevado desempenho estão inseridos nesse contexto e exigiram do meio técnico brasileiro uma rápida resposta, principalmente no sentido da normalização que evite o risco de produtos “similares” de baixa qualidade ao mesmo tempo em que oriente o meio técnico na especificação, projeto e avaliação de revestimentos de pisos industriais.

Desde a implementação, em 1998, da norma NBR 14.050 – Sistemas de revestimentos de alto desempenho, a base de resinas e poxídicas e agregados minerais: Procedimentos para projeto, execução e avaliação do desempenho, a tecnologia dos Revestimentos de Alto Desempenho (RAD) sofreu novas evoluções e inovações, surgindo novas gerações de produtos mais resistentes mecanicamente e quimicamente e com maior facilidade de manipulação para aplicação. Hoje, novamente vivemos um momento de normalização desatualizada frente à realidade de mercado, exigindo estudos e atualização das normalizações vigentes.

Não bastasse este horizonte, ainda existe uma falta significativa de divulgação técnica que atinja desde os projetistas até os usuários finais.

Tecnologias refinadas como as atualmente utilizadas na execução de revestimentos de alto desempenho – RADs, exigem o cumprimento de algumas etapas fundamentais: qualidade intrínseca do material (sistema) de revestimento de pisos industriais; correto projeto e dimensionamento da laje/pavimento rígido; controle de qualidade de execução das etapas envolvidas; adequada utilização frente às condicionantes de projeto e realização de manutenção preventiva.

O início do processo de especificação de um RAD deve estar na correta e ampla caracterização do sistema piso e nas condições de exposição e solicitações. Para tanto, deve-se ter em mente todas as possíveis interferências dos demais sistemas da planta industrial, assim como das interferências ocasionadas pelo layout industrial, processo produtivo, materiais e matérias-primas manipulados, equipamentos, máquinas e ferramentas manipulados.

Quando se analisa um Sistema de Piso Industrial, deve-se considerar todas as camadas que o compõe, pois é somente através da completa inter-relação entre as propriedades das partes constituintes e as solicitações aplicadas sobre o todo, que é obtida a adequabilidade de um sistema de piso às condições de utilização.

Os revestimentos poliméricos têm sido largamente utilizados, principalmente devido as suas características de elevado desempenho e atendimento à diversos tipos de solicitações. Tal versatilidade também pode ser demonstrada através da análise do conjunto de valores característicos obtidos em ensaios laboratoriais.

Devido a diversidade de solicitações as quais estes revestimentos podem ser expostos, faz-se necessário a delimitação dos valores mínimos de resistência exigidos em função do tipo de utilização. Desta forma objetiva-se evitar falhas de dimensionamento e, por consequência, o desperdício.

Normalização

Os sistemas de revestimentos de piso em plantas industriais desempenham um importante papel de plataforma por onde o trabalho industrial se realiza e, consequentemente, por onde escoa a produção. Infelizmente, muitos ainda são os casos de insucesso com deterioração precoce desses pisos, atraso na produção e, algumas vezes, até contaminação de produtos pelo pó gerado nessa deterioração.

Uma das razões era a ausência de normalização técnica no país, pouca literatura específica, acomodação dos consumidores desses revestimentos de piso que não se preocupam, nem têm recursos técnicos para especificar, projetar e controlar os produtos e sistemas disponíveis.

concreto

Aditivos de concreto entram na era da nanotecnologia

Aditivos de concreto entram na era da nanotecnologia. Entre as vantagens, inovação diminui emissão de CO, além de gerar materiais com melhores propriedades e, portanto, mais duráveis.

A nanotecnologia começa a ser testada em aditivos de concreto para aprimorar as qualidades do material. As microestruturas têm a propriedade de realçar características como resistência e robustez, além de influenciar na permeabilidade e na cura do material. É uma série de vantagens, entre elas a redução no consumo de água e a diminuição na emissão de CO₂ para produzir a mesma quantidade de concreto, além da rapidez na cura interna, o que torna o material mais resistente.

Outro exemplo no avanço dos aditivos à base de nanopartículas é que eles promovem um efeito de melhoria da fluidez do concreto ao longo do transporte da central dosadora até a obra. Isso permite que com a seleção de nanocompostos se modifique o tipo de aditivo, levando em consideração as características químicas que o material vai precisar para cumprir plenamente sua função.

A aplicação de materiais nanoestruturados permite criar produtos específicos para cada tipo de obra. A tecnologia será muito importante na exploração da camada pré-sal. Hoje já existem produtos utilizados em cimentação de poços de petróleo que são baseados em nanoestruturas. Uma das características mais importantes destes materiais é que eles são “inteligentes”. Através de nanobots, são capazes de apontar fissuras e problemas estruturais, reduzindo sensivelmente o risco de vazamento.

Atenta a essa tecnologia, a Petrobras, desde 2011, por meio do Centro de Pesquisa Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), firmou convênios para o desenvolvimento de pesquisas nanotecnológicas em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo/SP, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O objetivo tem também a incumbência de formar pesquisadores em nanocompostos. A capacitação é fundamental, pois a tecnologia representa uma quebra de paradigma no que se refere aos métodos e práticas vigentes na construção civil.

Exemplo das pontes entre os compostos hidratados do cimento e os nanotubos de carbono em uma microestrutura de concreto

Um dos obstáculos para que a nanotecnologia seja definitivamente incorporada à indústria cimenteira é a sua viabilidade econômica. O uso combinado do cimento Portland e os nanotubos de carbono (CNT) ainda apresenta muitos desafios para sua viabilização econômica como material de construção, mas o potencial de uso é imenso. Tanto é que na Europa se formou um consórcio, o NanoCem, para desenvolver soluções envolvendo fabricantes, usuários, universidades e institutos governamentais. É um exemplo de ação setorial para o desenvolvimento da nanotecnologia, como ocorre também nos Estados Unidos, onde há um programa semelhante.

Quando alcançado o estágio de produção industrial, os benefícios da nanotecnologia aplicada aos canteiros de obra serão inquestionáveis, avaliam os especialistas. Os ganhos de produtividade, redução da dependência do operador e mecanização dos processos representarão um grande benefício à indústria da construção, tanto pela redução dos custos e melhoria da qualidade quanto ao consumidor final e a sociedade, que contará com construções de melhor qualidade, mais duráveis e, portanto, com menor impacto ambiental e econômico.

(Fonte: Cimento Itambé)